São três mundos aparentemente diferentes. Contudo, têm um pensamento em comum. Tanto no padel como no ténis e no poker, nunca há uma mão definitivamente vencedora. Pode parecer que um jogador tem uma partida quase ganha, mas tudo pode mudar subitamente. Talvez essa comparação possa parecer estranha, mas se a analisar friamente acaba por fazer sentido.

Com efeito, há outros pontos em comum entre estes três desportos. Do mundo das raquetes, muitos foram os atletas que foram seduzidos pelo poker, entre eles um profissional de padel. Conheça agora os nomes que, além da paixão pelos courts, têm predileção pelas mesas de poker.




Miguel Lamperti

O argentino Miguel Lamperti é um verdadeiro ícone do padel, o desporto de raquete. Quando percebeu ter jeito para a modalidade, decidiu trabalhar numa gelataria para conseguir pagar todos os custos do circuito e os torneios em que participava. A verdade é que este esforço valeu a pena. Começou a ganhar torneios e foi eleito o melhor jogador de padel argentino em 1999.

Contudo, devido a um grave acidente de trânsito, nos inícios dos anos 2000, Lamperti ficou fora dos courts durante uma época inteira e muitos pensaram que ele não poderia voltar a competir.

No entanto, não só recuperou como voltou aos grandes palcos e com conquistas importantes em

2006. Daí para a frente, o resto é história.

Fora dos courts de padel, Lamperti também tem um hobby que faz questão de partilhar e divulgar sempre que possível. É um fã acérrimo de poker, especialmente de Texas Hold’em, uma variante do poker muito simples de aprender e que cativa os praticantes pela sua infinidade de estratégias.

Quer seja em mesas físicas ou virtuais, Lamperti tem vindo a mostrar ser um osso duro de roer nesta variante. Prova disso, é a sua recorrente participação em torneios de poker à procura da glória..


Yevgeny Kafelnikov

Yevgeny Kafelnikov, antigo número um do mundo do ranking da ATP (Associação de Ténis Profissional) e vencedor de dois Grand Slams – assim como Roland Garros e Open da Austrália, dois dos mais icónicos torneios do circuito – é o primeiro tenista desta lista.

Após deixar os courts, começou a construir carreira no poker. Como jogador, conseguiu amealhar mais de US$ 150 mil em prémios. O melhor da sua carreira no poker foi em 2005, quando conseguiu três prêmios no World Series of Poker (WSOP). Nesse ano, falhou a mesa final do evento por apenas uma vaga e perdeu na última ronda de qualificação.

Atualmente, costuma jogar no circuito de veteranos do ténis. No entanto, não deixa de participar em torneios de poker online. Esta vertente multifacetada de Kafelnikov é a prova de que se pode ser bom em duas coisas.


Gus Hansen

Gus Hansen é conhecido nos círculos do poker como "The Great Dane". O que a maioria das pessoas não sabe sobre a sua juventude é que foi campeão de ténis, e com algum sucesso no circuito juvenil.

Contudo, a sua grande especialidade é mesmo o poker. Os destaques da sua carreira nessa modalidade incluem um troféu num dos principais torneios da Austrália, uma bracelete WSOP e três títulos do World Poker Tour.




Patrik Antonius

Patrik Antonius era uma estrela do ténis em ascensão na Finlândia durante a sua adolescência. Aos 18 anos, fruto de uma grave lesão, Antonius foi obrigado a desistir dos seus sonhos enquanto tenista. Durante o período de recuperação, descobriu o poker.

Com seu novo hobby voltou a ter razões para sorrir. O ex-tenista rapidamente começou a escalar nos torneios e de repente já era uma das figuras mais ricas do país, com uma fortuna estimada em US$ 12 milhões.

Tal como Gus Hansen, Antonius também é conhecido entre a comunidade deste desporto. Ora não fosse ele o vencedor do maior pote da história do poker online.


David Benyamine

David Benyamine é vencedor de uma bracelete WSOP e um jogador de poker que gosta de participar em torneios com jackpot de valor elevado. Em torneios ao vivo, os seus ganhos já ultrapassam os US$ 7,6 milhões.

No entanto, antes do sucesso no poker, Benyamine passou por sérias dificuldades noutro desporto –no caso, o ténis. De acordo com o seu historial médico, foi obrigado a retirar-se do ténis devido a uma grave artrite, que foi descoberta quando tinha apenas 18 anos.

Na altura, estava entre os 25 melhores juniores do mundo. Apesar dessa lesão, a história prova que soube dar a volta e ter sucesso de outra forma.




Sobre o autor: O André é fundador da AirCourts, o software líder em Portugal para gestão de clubes de Padel, Ténis e Futebol. Mais informações sobre o software AirCourts aqui.